Objetivos

Auxiliar os alunos e famílias durante o período da Pandemia COVID-19, realizando atendimentos individuais e criando mecanismos de intervenção frente às variadas necessidades apresentadas no processo de ensino e aprendizagem.

Ações desenvolvidas

  • Orientação na construção de rotinas de estudos;
  • Mediação do contato individual do aluno com o professor e/ou coordenador em casos que justifique a presença excepcional para orientações de cunho pedagógico (aluno com dificuldade de acompanhar as atividades, dificuldade de organização da rotina em casa, dificuldade de aprendizagem específica);
  • Contato direto com a família/aluno para identificar se o mesmo está conseguindo acompanhar as aulas ao vivo e as aulas no Sistema Acadêmico Alunos Book;
  • Contato com o aluno/família para identificar se está realizando as tarefas encaminhadas pelo professor/educador;
  • Disponibilização de canais de comunicação da escola via lista de transmissão e rede social (telefones e e-mails das coordenações e secretaria);
  • Balizamento do desempenho dos alunos de acordo com as habilidades de aprendizagem propostas e quando identificado que o aluno está aquém do esperado, proposta auxiliar para enfrentamento e realinhamento do aluno no percurso da aprendizagem. Avaliando cada caso e sugerindo intervenções com o apoio da família;
  • Levantamento com a família/aluno das principais dificuldades e orientação de acordo com a realidade desses e fomentação da consciência quanto à importância da continuidade da aprendizagem independentemente dos desafios encontrados.
  • Programa Laços, que tem como um dos objetivos levar informações de cunho educacional para as famílias, com temas/assuntos pertinentes ao processo da aprendizagem.

Principais Desafios

  • Introduzir rotina de estudos em casa;
  • Acompanhar a rotina quando o filho tem baixo ou nenhuma autonomia para estudar;
  • Famílias que permanecem com as atividades laborais (continuam com a rotina de trabalho fora de casa);
  • Alunos que já apresentavam dificuldade na aprendizagem nas aulas presenciais por motivos variados (baixa autonomia, TDAH, Discalculia, Dislexia, etc…);
  • Fatores emocionais em decorrência da falta de interação social – baixo convívio social provoca ansiedade, tristeza, angústia, reduz motivação, gera estresse demasiado, etc.

Dicas/Orientações de Apoio Geral para Famílias

  1. Fale com o filho da importância em aprender coisas diferentes, o quanto em longo prazo tudo isso será importante para ele realizar seus sonhos (sonhos de viagens para conhecer lugares novos, para morar em lugares que geram bem estar, para trabalharem no que gostam ou pensam que gostam…).
    1. Lembre-se de que os pais são os maiores exemplos, são em quem os filhos mais confiam e acreditam. Então, quais exemplos de dedicação e compromisso estamos demonstrando para nossos filhos nesse momento?
    1. Será que é um momento oportuno para mostrar a importância da paciência, tolerância, reorganização, adaptação ao que o momento está pedindo? O quão bem você está para ser referência para seu filho nesse momento?
    1. Lembre-se também de quem é o adulto e quem é a criança e o adolescente nessa hora. Quem deve ser maduro e demonstrar maturidade?
    1. Será que nossos filhos passarão por desafios semelhantes na vida deles mais à frente? De quem eles se lembrarão, quando algo parecido acontecer? Quem serão as referências deles quando precisarem tomar decisões importantes? Será que hoje você está sendo uma boa referência para seus filhos?
  • Mantenha o ambiente para estudar organizado, em um local silencioso, sem distrações como brinquedos, celular e televisão.
    • Como você se sente quando sua casa está em meio à bagunça? Como fica sua mente?
    • Qual seu sentimento em trabalhar em ambiente com barulho, distrações quando a sua atividade exige concentração?
    • As crianças têm baixa concentração, a formação cerebral ainda está em desenvolvimento, por isso é tão difícil para elas ficarem mais de 15 minutos concentradas. Imagina se houver seu cachorrinho de estimação latindo, seu irmãozinho chorando, o celular com o youtube disponível? O que gera mais prazer para a criança, desenho e canais de entretenimento ou o livro que está falando sobre substantivo e adjetivos?
    • Nós sabemos que o melhor lugar para estudar é na escola, então agora vamos precisar nos esforçar um pouco mais para gerenciar os estudos em casa e preparar da melhor forma esse espaço físico e mental para favorecer ao estudo. Você é a pessoa mais próxima para ajudar seu filho nesse momento.
  • Elabore uma rotina, isso mesmo, pegue papel (A4, cartolina, cenário, sulfite…) e construa uma rotina de estudo. Faça para toda a semana, de segunda a sexta-feira, colocando a disciplina e o horário. Quando a escola informar os capítulos e páginas, insira-os para o seu filho se sentir melhor direcionado e seguro.
    • Imagine se “chefe” que é autoridade, lhe dizendo: “Realize o seu trabalho, eu quero tudo terminado até às 18h!” (sem nenhuma coordenada e orientação específica). Quão confiante você ficaria? Imagina uma criança/adolescente.
    • Pense: Como eu posso mostrar para o meu filho o que eu quero/desejo que ele faça? De que maneira o meu filho precisa ser orientado, com que nível de detalhe para que ele possa entrar na rotina e se sentir seguro?
    • Entenda: Todo planejamento posto em ação PRECISA ser ACOMPANHADO. Mesmo que seu filho tenha 17 anos, é imprescindível que você acompanhe a rotina, de preferência diariamente. Assim, vocês podem conversar e alinhar o dia seguinte. Seu filho precisa sentir que você está com ele, nesse momento ele não tem o professor 4 horas por dia, é natural se sentir solitário e perdido. Seja o apoio que ele precisa agora e se não conseguir, procure a escola e converse.
  • Evite ser muito exigente. Nossos filhos não são produtos projetados sob medida. Às vezes queremos que nossos filhos tenham o que não tivemos, mas não é tão simples assim. Seus filhos JAMAIS poderão ser você, Eles são Eles e nunca viverão a vida que você viveu, as experiências são outras, as pessoas que fazem parte da vida deles hoje não são as mesmas que fizeram parte da sua. Nossa função é orientar e desenvolver valores. Quando nós somos muito exigentes com nós mesmos, há uma grande tendência de sermos com os outros e principalmente com nossos filhos. Nossas exigências são construídas naquilo que acreditamos que seja o melhor, mas muitas vezes o nosso melhor não é o melhor do outro. O que é melhor para o seu filho se tornar uma pessoa espontânea, “leve”, saudável e feliz?
    • Será que eu estou projetando no meu filho o que eu penso que é melhor para mim?
    • Será que eu entendo que meu filho tem uma identidade e eu a reconheço e respeito?
    • Será que eu vejo meu filho como um mini-adulto?
    • Para a idade do meu filho, é pertinente esse nível de perfeição que eu tanto desejo para ele?
    • Geralmente as pessoas que buscam a eterna perfeição, têm dificuldade de iniciar e concluir projetos e viver o presente. Simplesmente porque nunca está bom o suficiente. Isso gera estagnação e frustração, alguns casos aliados a outros comportamentos levam à depressão.
    • Você está frustrado com seu filho? O seu filho se sente frustrado? É uma pergunta forte, mas seja sincero consigo mesmo e busque a verdade dessa resposta. Isso pode lhe ajudar a melhorar o relacionamento com seu filho. Os filhos não são quem nós queremos que sejam/projetamos que eles sejam, mas quem de fato ele é, e ele é ÚNICO.
  • Avalie as dificuldades reais de aprendizagem do seu filho. Em alguns casos, é importante buscar ajuda externa (profissionais especializados).
    • Muitos alunos têm dificuldades para se desenvolverem nos diversos ambientes de aprendizagem, inclusive na sala de aula presencial.
    • Cabe à escola e à família perceber essas dificuldades e orientar a família na busca de profissionais especializados, para assim esses profissionais fazerem um diagnóstico e proporem ferramentas para auxiliar o aluno no percurso do conhecimento. A dificuldade de aprender gera dor e angústia na criança, aumentando a sensação de incapacidade e inferioridade.
    • Agora que seu filho está estudando em casa, talvez seja uma boa oportunidade para ir avaliando de maneira informal se há algo que precise de uma avaliação externa (psicopedagógica, neurológica, etc.), ou seja, buscar ajuda de outros profissionais especialistas.
  • Evite comentários negativos sobre o professor e a escola na frente dos filhos. Os filhos acreditam fielmente nos pais, se os pais dizem que o conteúdo é chato, que o professor não sabe nada, que a escola não está nem aí para eles… Como seu filho irá gostar de estudar?
    • Os professores levam um bom tempo para conquistar a confiança dos alunos. Para aprender é importante acreditar na pessoa que está estimulando a aprendizagem.
    • Como já dito, os filhos aprendem com os pais. Se nós demonstramos desamor pela escola, naturalmente seu filho não se sentirá estimulado a estudar. Nossos filhos estão nos observando o tempo todo, precisamos nos policiar no que dizemos e fazemos em relação a tudo, não somente em relação aos estudos, mas TUDO.
  • Esteja sempre disposto a ajudar, acessível, aprenda a ouvir seu filho.
    Sabemos que muitos pais continuam trabalhando e o tempo virou pedra preciosa. Talvez seja hora de reorganizar a vida em família. Rever as prioridades do momento.
    • Quais são as prioridades que essa situação da pandemia tem mostrado para serem revistas na sua convivência familiar e profissional?
    • O que precisa ser alterado na sua rotina para incluir essas novas demandas? Você tem claro essas prioridades? Quais você já se esforçou para realinhar? Onde seus filhos se enquadram nessa nova realidade? Vocês já conseguiram se adaptar?
    • A palavra de ordem desse momento é ESFORÇO, não somente para você, mas para TODOS, sem EXCEÇAO.
    • A única pessoa com quem seu filho pode falar qualquer coisa que esteja sentindo é você. Esteja atento para o que seu filho está dizendo e principalmente para o que ele não está conseguindo dizer. Mantenha um olhar ao que ele tem dificuldade de falar, mas que talvez esteja dizendo por meio de comportamentos, gestos, olhares, omissões… perceba seu filho, é muito importante.
  • Estimule e viabilize momentos do seu filho com os colegas de sala. Você pode fazer isso contatando a família de alguns colegas dele. Agendando um momento do dia ou noite para eles conversarem, se possível por vídeo chamada. Não fique por perto (risos) eles não ficarão à vontade. Deixe-os interagir. Fazer coisas de criança, de adolescente. Nenhum filho se sente à vontade quando estão com os amigos e os pais estão por perto, tira a liberdade e entrosamento deles. “Cada um no seu quadrado”.
  • Valorize e reconheça a dedicação e o esforço do seu filho. Lembre-se que o seu nível de exigência deve estar compatível com a idade e maturidade do seu filho. Quando nós cobramos mais do que eles podem fazer, eles ficam frustrados, se sentem incapazes, alguns até usam a expressão “eu sou burro mesmo!”.  
  • Explique para seu filho a importância do esforço, dê exemplos compreensíveis e cabíveis à idade deles (ex. um jogador de futebol treina todos os dias, inclusive domingos, feriados. Uma modelo de sucesso estuda, ensaia horas e horas diariamente. Um veterinário estuda vários anos e cuida dia e noite dos bichinhos. Um piloto de avião estuda todos os dias e treina por anos para poder pilotar um avião… enfim, quanto mais simples, mais entendido se fará).
    • Todos nós gostamos de ser reconhecidos, com seu filho não é diferente. Mas você só conseguirá reconhecer o que ele faz se o seu grau de perfeição sair do nível Top 10. Olhe para o seu filho como ele é, com o que ele tem de bom e de não tão bom. VEJA O SEU FILHO e aceite quem ele é, com tudo que ele tem. Construa vínculos positivos com ele, isso não é importante só para agora, é para TODA A VIDA. Filhos são para SEMPRE.

REFLEXÃO

Talvez toda essa turbulência da Pandemia COVID-19 seja uma excelente oportunidade de mostrar para nossos filhos a importância de alguns elementos que precisaremos por toda a vida. Alguns deles são:

  • Adaptação – tem coisa que não podemos mudar, mas podemos escolher como viver com aquilo que temos no momento;
  • Equilíbrio e autocontrole – aprender a aprender diariamente a viver o(s) sentimento(s) que o levam a uma vida saudável em longo prazo;
  • Tolerância – aceitar de forma serena o que não é capaz de mudar;
  • Paciência – manter a calma e serenidade em momentos complexos;
  • Resiliência – capacidade de seguir, mesmo que o caminho não seja aquele que você traçou;

Se você é a pessoa em quem seu filho CONFIA, ACREDITA e AMA, é em você que ele se espelha.

Você está sendo o que o seu filho precisa que você seja?

Faça o seu Melhor, mas se isso não for suficiente, encontre o caminho do ESFORÇO. Ninguém é tão bom que não precise melhorar!

O quão bom você ainda pode se tornar?

Conte conosco, estamos aqui todos os dias para lhe ajudar a viver esse momento.

Equipe Pedagógica do Colégio Cristo